Um exercício de lógica

Isolamento ou rua ? Economia ou saúde ? Não vou tomar partido. Vou jogar com a lógica.


Situação extrema 1

O Brasil inteiro resolve parar por completo e todos os brasileiros ficam em suas casas saindo apenas para o essencial como mercado e farmácia.

Isso é possível ?

Claro que não. Quem vai te atender nas farmácias e mercados ? Como esses locais serão abastecidos ? Quem vai dirigir, abastecer ou dar manutenção nos caminhões que transportam essas mercadorias ? Finalmente, quem vai trabalhar nas fábricas ou nas fazendas para produzir esses produtos ?

Neste caso a lógica diz: ok, ficando todos em casa vamos morrer por diversas outras doenças e de fome.


Situação extrema 2

Dane-se o coronavírus. Vamos manter a nossa vida normal pois as perdas serão pequenas, afinal, esse vírus gosta dos velhos e eles morrem de qualquer coisa mesmo. Temos que manter a economia funcionando.

Isso é possível ?

Claro que não. Pela pouca experiência que temos sobre essa pandemia, se liberar geral o número de infectados irá subir assustadoramente e haverá um caos na saúde. Se hoje as pessoas promovem quebra-quebra por um simples atraso no atendimento médico, imagine controlar milhares de desesperados doentes e histéricos nas portas dos hospitais. Neste caso teremos um cenário típico da série Walking Dead.

Além disso há a incerteza de que acontecerá no futuro com as pessoas que foram infectadas e não apresentaram sintomas.


Situação mediana

O Brasil para parcialmente. O setor produtivo diminuí seu pessoal, quem pode trabalha em casa faz isso, as escolas antecipam as férias, setores essenciais como saúde e segurança operam normalmente e durante 15 vamos esperar que o vírus suma do mapa ou seja controlado.

Isso é possível ?

É mais ou menos o que vem acontecendo na maioria dos países e no Estado de São Paulo com a decretação da quarentena. Porém, com o comércio fechado por todo esse período, pequenas e médias empresas nem voltarão a funcionar e haverá desemprego.

As grandes empresas deram férias coletivas aos funcionários e, no retorno, dependendo da situação de mercado, irão demitir ou manter seus funcionários.

A questão principal é: 15 dias resolve ? A cidade original da pandemia, Wuhan, permaneceu isolada por 2 meses. Uma cidade pode até aguentar ficar isolada por 2 meses, mas um país inteiro, não.


Situação Ideal na minha ótica

Pessoas idosas são isoladas nas suas casas, as escolas dão férias aos alunos e implementam aulas à distância mantendo a normalidade para as crianças. As pessoas que podem, trabalham em casa e, nas fábricas, os cuidados com a saúde dos funcionários são redobrados. O transporte público é reduzido e a locomoção para o trabalho é feito de carro próprio ou com transporte promovido pelas empresas.

Nas comunidades mais pobres, são implementadas ações de vigilância e postos de atendimento são montados próximos aos locais. Ao menor sinal de infecção, uma rede de proteção é acionada e o local, isolado.

É lógico que alguns setores serão mais afetados do que outros. Para essas atividades e seus funcionários seria necessária a ajuda do governo, o envolvimento das empresas e a compreensão de todos.


Dória X Bolsonaro

Diante dessa batalha, dá para afirmar que Dória está errado, mas está certo. Bolsonaro está certo, mas errado. Um meio termo planejado seria a solução ideal. Pelo menos, segundo a minha lógica.

Eduardo Augusto Sona é jornalista, radialista e diretor da Travel TV Brasil


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