O medo, a histeria e a tecnologia.

Essa é a primeira pandemia das redes sociais e não conseguimos decifrar o seu funcionamento.



Acabo de ler a notícia da primeira morte no Brasil devido ao COVID-19. Uma hora antes estava no supermercado comprando o básico para hoje e amanhã e comentei com minha esposa que o clima estava pesado e que, logo logo, as pessoas começarão a fazer estoque de comida. Ao passar pelo caixa, tive a confirmação de que desde a última sexta-feira (13) os clientes já estavam comprando muito mais do que o normal. No caminho da volta reforcei que, à partir do anúncio da primeira morte no país, meu receio é de que o medo aumente e a histeria comece a dar as caras.


Não tenho muitas informações sobre a primeira vítima brasileira. Sei que é um homem de 62 anos com histórico de diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática – que é o aumento benigno da próstata, doença comum em homens mais velhos. Não se sabe ainda se foi infectado no exterior ou aqui mesmo.


Sou jornalista e não psicólogo. Trabalho com fatos e dados. Mas, a exemplo do que ocorreu na China e Itália, não é difícil prever que os próximos dias serão cada vez mais complicados com isolamentos mais radicais e, claro, a estocagem de água, comida e produtos de limpeza. Essa pandemia vem mostrando que a não aceitação da semana passada se transformou em medo nesta semana e nos deixa bem próximos da histeria. Basta lembrar as cenas registradas na greve dos caminhoneiros em 2018 onde milhares corriam desesperados para os postos de gasolina e supermercados.


Somando a esse cenário temos uma enxurrada de informações que as redes sociais nos proporciona. A tecnologia que ajudará a sair desse enrosco é a mesma que nos joga no meio desse furacão ao vivo e em tempo real.


Mas, o que fazer diante do cenário atual ?


Manter a calma, antes de tudo, é a melhor receita mesmo tendo a impressão de que somos atores de um filme-catástrofe. Falando em filmes, lembre-se de que o primeiro a correr desesperado e sem pensar, é o primeiro a morrer. Devemos nos informar e obedecer às recomendações das autoridades, pois são elas que detém as informações importantes para a nossa sobrevivência. Não confie no seu “achismo” pois ele pode colocar a sua vida, da sua família e de seus amigos em risco.


O ser humano é espetacular, passou por provações piores e continua de pé lutando. Apenas a união, o respeito ao próximo e o senso de coletividade nos ajudará a sair desse momento. Esteja sempre pronto para ajudar o próximo, principalmente os mais velhos que é a população mais sensível dessa história. Acredito de que essa seja a maneira mais rápida e segura de se sair dessa.


Eduardo Augusto Sona é jornalista imersivo, radialista e diretor da Travel TV Brasil.


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