Fazer panelaço contra o Bolsonaro só vai estragar a sua panela

Bater panela virou protesto e pode amassar inutilmente o utensílio doméstico.


Nos meses que antecederam a queda de Dilma Roussef, a cada fala ou pronunciamento dela assistíamos cenas de protestos utilizando as panelas. Não tenho certeza se as porradas que as Tramontina levaram foram decisivas para afastar a presidente, mas de qualquer forma, meses depois ela caiu. A presidente, não a panela.


Agora, o novo homenageado dos panelaços é o presidente Jair Bolsonaro.

Vou mostrar à você porque o efeito pode ser bem diferente do que você pensa.


Queda de popularidade, pressão da imprensa e desafetos políticos são alguns elementos semelhantes nos casos da Dilma e do Bolsonaro. Porém, há um ponto que faz a diferença que nem o povão fã da batucada de panela e nem mídia politicamente engajada prestaram atenção: disciplina militar.


Refrescando sua cabeça, ou esquentando-a ainda mais: o governo do Capitão Jair Bolsonaro tem como vice-presidente, o General Hamilton Mourão além de outros militares experientes como ministros. Esqueça por um instante a sua bronca com o capitão (#elenão) e se concentre no restante da equipe.


O vice, Hamilton Mourão é um condecorado e experiente General da reserva e entre suas inúmeras missões, foi Comandante Militar do Sul. O General Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (peça-chave) também é da reserva e muito experiente tendo servido como Comandante Militar da Missão das Nações Unidas no Haiti onde comandou mais de 6 mil militares de 13 países.


O time daquele que você se diverte chamando de Bozo, conta ainda com o General Walter Souza Braga Netto, Chefe da Casa Civil; General Fernando Azevedo, Ministro da Defesa; Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, Ministro de Minas e Energia; Tenente-Coronel Marcos Pontes, Ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicação; Engenheiro Militar Tarcísio Gomes de Freitas, Ministério da Infraestrutura; Wagner de Campos Rosário, Ministro da Controladoria-Geral da União (ele é formado na Academia Militar das Agulhas Negras) e General Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, ministro-chefe da Secretaria de Governo;


Agora você abre sua camiseta vermelha escrita Lula Livre e grita bem alto: estamos em uma democracia e a voz do povo é o que importa. Lula Livre !!!


Meus queridos, vou contar uma história rápida. Sou jornalista há 37 anos e entre os anos de 1983 à 1988 trabalhei como chefe de comunicação na Avibras Aeroespacial, em São José dos Campos, uma empresa de tecnologia e defesa, fornecedora de sistemas de foguetes para o Exército Brasileiro. Eu trabalhava ao lado de inúmeros militares da reserva e tinha contato com militares do alto escalão. Até fui convidado - e aceitei - a fazer o curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) onde tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre como trabalham e pensam os militares.


Confesso que em nenhum outro local por onde eu tenha trabalhado, eu convivi com profissionais tão bem preparados como os militares. Um soldado para chegar ao posto de General tem que cumprir anos de estudos e inúmeras missões além, é claro, ser inteligente e estratégico. A disciplina militar é sagrada para esses homens. Não há meia conversa quando o objetivo é cumprir uma missão.


Dito tudo isso eu te pergunto: você realmente acha que um presidente eleito com 57 milhões de votos, com preparo militar e assessorado por vários ministros generais estrelados, almirantes e outros militares extremamente experientes vai abandonar um governo só porque você saiu na varanda e bateu panela ?


Qualquer manobra para derrubar ou forçar a saída do Presidente Bolsonaro terá que ter a anuência dos militares. Se Bolsonaro cair, quem assume é o General Mourão, conhecido por seu jeitão duro e frases pra lá de polêmicas. Além disso, não custa lembrar a missão do Exército que é a de garantir a soberania nacional, os poderes constituídos, a lei, a ordem e salvaguardar os interesses nacionais.


Com todo esse cerco militar ao redor do presidente, não serão batidas de panela transmitidas pela mídia em rede nacional, um bando de congressistas fichados pela Polícia Federal ou partidos de esquerda envolvidos em corrupção que irão conseguir tirar o Bolsonaro do poder. Pense bem antes de abrir a gaveta, pegar a colher de pau e sair batucando na varanda. Um dia, o samba pode desandar.


Eduardo Augusto Sona é jornalista, radialista e diretor da Travel TV Brasil


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